Alpes Franceses 2015 – Col du Galibier(via Lautaret)+Montvernier

Viagem no ano de 2015, na qual eu e meu amigo Bernardo, vulgo Tio Ber, fizemos para Europa. Foram 3 dias de “pedal” escalando as principais montanhas dos Alpes Franceses. Após os alpes, conhecemos e visitamos mais de 10 países pela Europa.

Chegada na Europa via Milão. Que foi escolhida como ponto de chegada devido a proximidade dos Alpes Franceses, local aonde tirei três dias da minha viagem para escalar as montanhas mais famosas e difíceis da Europa.

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Milão fica a 250 km da cidade de Briançon, já na França. Briançon foi a cidade aonde decidimos dormir e recuperar da viagem.

Briançon é uma cidade muito bonita, e bem estruturada, tem sua economia toda voltada para o turismo, pois a localização próxima das estações de ski, faz com que pessoas do mundo inteiro a visitem. No caso do verão quando não há gelo, entram os ciclistas, aproveitando das montanhas e belas paisagens da região.

Vale ressaltar também que comprei um par de rodas de um italiano, na cidade de Milão, o qual me atendeu muito bem, mesmo eu com o meu inglês precário, e o dele também. Mas nos entendemos, até fui convidado a participar da equipe amadora dele.

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Francesco!!! Amigo italiano que me vendeu as rodas. Bike montada e regulada, pronta pra escalar!

Um detalhe importante antes do Tour, foi o nosso veículo de transporte!! alugamos um Fiat PANDA na Itália, o qual aqui no Brasil chamamos de Uno, é o guerreiro com o qual rodamos mais de 3 mil Km,o mesmo andava mais ou menos carregado assim! O nome carinhoso com o qual chamamos ele foi: PANDORA!!!

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PANDORA!!

DIA 1:  Briançon – MontVernier (94 km) 1660 m.

Col du Lautaret + Col du Galibier + Col du Telegraghé + Lacets du MontVernier

 

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Col du Galibier – Via Lautaret

A escalda do Col du Galibier é considerada uma das mais difíceis dos Alpes, e uma das maiores também, saindo de Briançon são aproximadamente 25 Km de escalada com média de 5,1% de inclinação e quase 1200 metros acumulados de subida!

O lado que escalei ou seja, subi, é o lado mais “fácil” da montanha, fácil é modo de falar pois a montanha é agressiva! Antes de chegar ao alto do Galibier, é necessário passar por outra montanha, o Col do Lautaret.

 

O Inicio da escalada não é tao complexo, mas devido a minha falta de preparo, por não estar treinando, e acima do peso, foi sofrido. A vista é linda da montanha, e a cada momento nos surpreende.

Até chegar ao Lautaret, já começa a sentir o que a escalada pode lhe proporcionar, foi assim que tentei ao máximo economizar energias para chegar na parte mais inclinada da montanha e não sofrer tanto.

Hidratação foi com um gel para aguentar os últimos 8 km da montanha, a parte mais dura.

 

 

A montanha estava repleta de ciclistas, de todos os níveis e idades, cada um no seu ritmo e tentando superar o desafio.

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Col du Lautaret Climb.

Os últimos 8 km sofram sofridos, com as pernas “queimando” por causa do acúmulo de ácido lático, o coração “disparado”, e a dificuldade de respirar, devido a altura da montanha, a 2600 m de altitude o ar fica mais rarefeito, o que afeta diretamente no desempenho.

Na subida, conversei com um francês, ou melhor gesticulamos, pois não falamos a mesma língua, porém ele fez um sinal com a mão pra mim, querendo dizer que realmente estava muito difícil de respirar, ele viu minha cara de sofrimento!

Mas no fim tudo deu certo. Consegui chegar ao alto, era a parte mais difícil do dia para minha escalada.

Detalhes da Escalada do Galibier:

-Batimento cardíaco médio: 166 Bpm;

-5.1% de inclinação média da montanha;

-23 km de subida com média de 11 km/h – Total de aproximadamente 2 h de escalada;

-Elevação 1200 m acumulados;

-Altimetria – 2642 m de altitude. (Acima do nível do mar);

-Temperatura média – 15 Graus.

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15% de Inclinação! 2600 m de Altitude 190 Bpm! Isso sim é ciclismo!
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Alto do Col du Galibier.

Após um leve intervalo para abaixar os batimentos no alto do Galibier, foi preparar para a descida, essa sim, bem técnica e rápida, seriam 50 km de descida até Saint Jean de Maurienne.

Na verdade eu estava descendo pelo lado mais “difícil” do Galibier, ainda quero escalar esse lado algum dia em minha vida, é BRUTAL!

Fui descendo com toda velocidade que podia, passando por todos os carros, uma vez que de bike, com as curvas acentuadas, se faz mais rápido do que carros. Tinham vários motociclistas passeando pelos Alpes, fui descendo junto com um casal em uma moto, eles me incentivavam o tempo todo, é muito legal ver a interação e o modo como os europeus são, e como respeitam o próximo.

 

A descida longa, passava pelo vilarejo de Vallorie, local com bastante hotéis, e alta concentração de turistas.

De Vallorie até o Col do Telegraphé, existe uma subida curta, porem difícil, o que fez com minha média horária da descida caísse um pouco, porém tudo ok.

Após a descida do Telegraphé, saí na cidade de Saint Michel de Maurienne, a beira do Vale, ou seja, na parte mais baixa dos Alpes. Assim foi somente ir acompanhando o vale até chegar em Saint Jean de Maurienne, aonde acabava a segunda parte do meu treino. A partir dali, só faltava a subida dos Lacets de Montvernier.

Detalhes da descida do Galibier/Telegraphé até Saint Jean de Maurienne:

-Distância 50 Km;

-Velocidade média de 29 km/h – Total de 1h45;

-Ritmo cardíaco médio – 149 Bpm

-Altimetria: Saindo de 2462 m e chegando em 600 m;

-Subida do Telegraphé: 300 m de ascensão acumulados;

-Temperatura média em 20 Graus.

 

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Lacets du MontVernier – Imagem aérea do Vale e o alto da montanha.

Após a chegada em Saint Jean de Maurienne, me direcionei ao início do último Climb do dia, os Lacets de MontVernier, é uma montanha FANTÁSTICA, muito curta com apenas 3,4 km de extensão, porém com acumulo de 300 m de altitude, isso dá uma média de inclinação de 8,2%. É muito difícil, ainda mais para quem já estava a quase 4 horas treinando!

Pouco antes do início da subida, tive o prazer de cruzar com um ciclista profissional da equipe AG2R La Mondiale, mas somente deu para cumprimentá-lo de longe, pois estávamos em sentido opostos. Mas valeu a experiência.

Detalhes da escalada do MontVernier:

-3,4 km de distância, com média de 11 km/h menos de 23 minutos de escalada;

-Ritmo cardíaco médio – 170 Bpm;

-8,2% de inclinação média, em 300 m Acumulados de ascensão;

-Temperatura média em 29 graus;

Assim no alto do Montvernier, o primeiro dia de treinamento chegava ao fim, exausto com quase 4h30 de treino, mas feliz por ter concluído o primeiro dia de escalada.

Após o término, guardamos a bike no Pandora, e fomos em direção a cidade de Grenoble, a qual ficaríamos hospedados 2 dias.

A distância entre MontVernier e Grenoble foi de aproximadamente 100 km.

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Placa que indica a altitude das principais montanhas dos alpes com saída do vilarejo de Hermillon!

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